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Triplicam casos de estupro de menores em Franca

Publicada em 20/02/18 as 08:02h por GCN.Net - 357 visualizações


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A delegada Graciela Ambrósio, da DDM, é a responsável por apurar crimes de violência sexual  (Foto: GCN.Net)
Dos 75 boletins de ocorrência de estupro registrados na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) no ano passado, 59 correspondem a pessoas consideradas vulneráveis. Ou seja: 80% são menores de 14 anos ou pessoas que não têm condições de responder por si mesmas.
 
O índice é da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo, e corresponde ao triplo registrado de em 2016, quando foram 15 estupros de vulneráveis em um total de 59. 
 
Para a delegada Graciela Ambrósio, o aumento de denúncias se dá porque, cada vez mais, as pessoas estão criando consciência de que qualquer ato sexual praticado por adultos com menores de 14 anos é crime e estão procurando a polícia. "Os números de boletins de ocorrência estão realmente maiores, mas parte disso devemos atribuir à coragem das vítimas", disse.
 
Outro dado preocupante é que a maior parte dos crimes é cometida por pessoas que possuem um vínculo mais íntimo com as crianças. Podem ser tios, avós, padrastos e até mesmo os pais. "Esses últimos são mais comuns e 'atacam' seus alvos com diversas formas de atos libidinosos, desde passadas de mão até concretização do ato sexual", disse Graciela.
 
No momento da denúncia, segundo a delegada, o vínculo entre acusado e vítima não deve ser levado em conta, o necessário é que alguém dê respaldo às pessoas abusadas. Em vários casos, elas são encaminhadas para o Creas (Centro de Referência Especializado da Assistência Social). Lá, as crianças e suas famílias recebem acompanhamento da equipe de psicologia. 
 
Mas, de acordo com Graciela, apesar do trabalho da DDM, faltam ferramentas para o 'pós-denúncia'. "Ainda que exista esse encaminhamento para os Creas em alguns casos, medidas judiciais, condenações e respaldo do Conselho Tutelar, o País, como um todo, não tem muitas políticas que ajudem as vítimas. E elas são necessárias, pois essas situações causam marcas permanentes no psicológico de qualquer pessoal. Precisamos de uma mudança", disse.
 
Em Franca, crianças e adolescentes, de ambos os sexos, e mulheres devem procurar a DDM ou fazer a denúncia pelo telefone 197 ou 100.
 
'É fundamental que a família ajude a vítima', diz delegada
 
Há quase 30 anos atuando como delegada, Graciela Ambrósio já viu as mais diversas e tristes situações. Na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca, isso não foi diferente e os casos de abuso sexual infantil, por exemplo, estão cada vez mais comuns. "Infelizmente, em razão da desigualdade e principalmente da falta de políticas públicas, o problema dos estupros só aumenta. Mas acredito que, hoje em dia, as denúncias são proporcionais aos casos, pois, se a mãe não denuncia, por exemplo, há alguém da família que nos procura", disse.
 
Para a delegada, é fundamental que algum familiar esteja atento ao comportamento da criança. "Acontece muito da mãe não acreditar e uma tia, avó ou outro parente levar a vítima até a DDM. E, na maioria das vezes, realmente houve o abuso. É muito importante que a vítima tenha ajuda e converse com alguém sobre isso", disse.
 
Segundo Graciela, o acusado é alguém próximo do menor e se comporta 'de forma normal'. "Por isso mesmo é importante prestar atenção se a criança fica nervosa diante da pessoa; se está mais agressiva ou calada; se há marcas em seu corpo; e perda de interesse em coisas que antes lhe chamavam atenção".



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